Um ano luz. Não é uma medida relativa somente ao tempo. É
uma medida que relaciona o tempo que a luz demora a percorrer certa distância.
O planeta mais afastado descoberto pela humanidade recentemente está a cinco
mil anos luz da Terra. Isso significa
que, se uma pessoa nesse planeta ligasse uma lanterna em direção ao nosso
planeta, essa luz demoraria cinco mil anos pra chegar às lentes do nosso satélite
mais avançado. Isso nos leva a outro pensamento... Estamos vendo imagens desse
planeta de cinco mil anos atrás. Talvez esse planeta nem exista mais... Talvez
a vida lá já exista ou até tenha deixado de existir nesse tempo.
É algo muito grandioso.
Supondo que num raio de dois mil anos luz da Via Láctea
exista um planeta habitado por vida inteligente e avançada. Eles descobriram
nosso planeta nesse exato momento. Eles estão vendo imagens do nosso planeta de
dois mil anos atrás. Se eles estiverem num estágio muito avançado da evolução
de uma espécie inteligente, estariam gravando todos os nossos movimentos...
Eles estariam com toda a verdade nas mãos. Poderiam reforçar ou enfraquecer
todos os ensinamentos de todas as religiões... Teriam todo o poder de dominar
essa fraca e dominável espécie que, deslumbrada com tanta tecnologia e
conhecimento extraterrenos, acatariam qualquer ordem de seres visivelmente
superiores.
Mas tudo isso nós não podemos comprovar nem ao menos saber
com nossa tecnologia atual. O próprio conceito de ‘universo’ é algo que a humanidade
talvez jamais tome conhecimento real. Pode ser um único verso... Um
“poliverso”... Ou mesmo algo infinito.
Costumamos pensar que sabemos de
algo... Mas na verdade somos um mero acaso na história desse imenso vácuo
chamado por nós de universo.
Ariel de Souza Bitencourt
Abril de 2012